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Guerra no Rio de Janeiro e os caminhos tomados

por Leandro Marques
Guerra no Rio de Janeiro. Márcio Mercante / Agência O Dia

Sim. Temos uma guerra no Rio de Janeiro. Você pode estar achando que eu estou exagerando mas eu não estou. Acredite em mim. Hoje eu quero iniciar com vocês um bate papo mais informal (mais?) sobre a nossa Cidade Maravilhosa que está passando por uma fase muito muito triste e crítica.

Você já leu e ouviu em uma série de jornais e sites de internet que temos uma guerra no Rio de Janeiro. Ela existe e está acontecendo agora, todo dia.

Eu não queria acreditar, mas infelizmente tive que me dar conta:

Onde, no mundo, é normal alguém andar pra cima e pra baixo em qualquer lugar da cidade com um fuzil na mão?

Parou pra pensar e lembrar? Você pode listar cidades como Mosul, Bagdad, Aleppo… Todas em zonas de guerra.

E o Rio de Janeiro? Também está.

A Guerra no Rio de Janeiro já é normal…

É normal, para você leitor, alguém explodir uma granada em plena cidade? Pois então, para nós aqui é.

Ou quando você abre o jornal ou liga a TV ou o site de internet de notícias que você acompanha e aparece:

2 mortos e 5 feridos em tiroteio na comunidade XYZ…

Ah… Mais uma notícia dessas… Já estamos acostumados… Afinal, todo dia morre algum civil, um trabalhador, um policial, um bandido… TODO DIA. TODO SANTO DIA.




Eu já conversei aqui com vocês sobre a Segurança da nossa cidade. Escrevi um artigo com todos os detalhes e informações relevantes para você se prevenir quando estiver aqui na cidade.

Mas vou te dizer uma coisa, parcêro… Até eu que nasci e cresci aqui na cidade maravilhosa estou com medo da guerra que vivemos diariamente.

Rezando para nada te acontecer…

Andar na rua hoje em dia é um exercício constante – e cansativo – de leituras e interpretações faciais para se prevenir de um eventual assalto que possa acontecer com você. Normal isso. Absolutamente normal. Pelo menos para os cariocas.

Quando você chega em casa e fala que foi assaltado e levaram tudo, é preciso levantar as mãos para o céu e agradecer por não terem te machucado(!). Sim, é preciso agradecer por isso. Porque tem muitas vezes você apanha por nada. É machucado por nada.

Até por não carregar absolutamente nada de valor – pessoa já vacinada com o que tá acontecendo – você apanha.

Ausência de comando, liderança…

Estamos entregues às baratas, literalmente. O prefeito… Bom, esse foi à Brasília ontem, 27 de junho, cantar música religiosa na Tribuna do Senado Federal! Entendeu? Na TRIBUNA! Não foi no palco! Foi na TRIBUNA. Ah, e não esqueça… Ele é o prefeito da cidade do Rio de Janeiro.

E o governo do Estado? Ah, sumiu né… Preocupado em não ser pego em nenhum processo ou inquérito da Polícia Federal… Tá em algum lugar do Estado despachando não sei o quê. Aliás, do jeito que as coisas estão é capaz da sede do governo do Estado não ter nem papel… Mas tudo bem, vamos levando.

Aonde vamos parar?

Que caminho estamos tomando como cidade?

Infelizmente eu não sei te dizer. Realmente estou muito muito triste para poder enxergar, com clareza, os rumos que estamos tomando na nossa Cidade…

Eu e o Thiago decidimos criar esse artigo para dar o pontapé numa pegada diferente de escrita: mais informal, direta e atual sobre o que a Cidade Maravilhosa está passando, pois não só de beleza vive o Rio de Janeiro…

Temos muita, mas muita fé de que a guerra no Rio de Janeiro irá acabar! Em algum dia! Mas esse dia está muito longe de chegar ainda…

 

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