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Transporte na cidade do Rio de Janeiro

por Leandro Marques

O Rio de Janeiro é uma grande cidade que possui diversos meios de transporte. Cada um, com sua peculiaridade, vantagem e desvantagem, pode ter uma função na sua programação durante a viagem.

Nem sempre determinado tipo de transporte é o melhor para o local que você pretende ir. Ou o mais intuitivo. O assunto é vasto, complexo e um enorme desafio passar as informações aqui pra vocês.

É preciso detalhar, com calma, cada um dos tipos de transporte que temos aqui, como metrô, ônibus, táxi, barcas, Uber, BRT e VLT. Vamos lá!

Introdução sobre o Transporte no Rio de Janeiro

Apesar do que a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro gosta de dizer, não possuímos um sistema de transporte 100% integrado. Há “buracos” no sistema que exigem do passageiro um esforço um pouco maior para se deslocar para determinados locais ou realizar a transferência de uma modalidade de transporte para outro.

Metrô

É o meio de transporte que eu acho mais eficiente na cidade. Seguro, relativamente rápido e com uma quantidade razoavelmente boa de informações para o turista. Funciona de segunda a sábado das 5:00 às 0:00 (meia noite). Domingos e feriados o seu horário é reduzido: das 7:00 às 23:00.

A pessoa que chega em uma estação do metrô e não sabe qual trem/linha pegar, ou qual estação saltar, basta procurar um mapa – disponível em todas as estações e plataformas do metrô – e identificar o ponto que precisa ir. Se ainda restou dúvida, pode abordar qualquer agente de segurança que ele saberá lhe dar melhores e maiores informações.

Além disso, os trens costumam ter avisos sonoros avisando a estação que está por vir. Com certeza isso ajuda a reduzir a incerteza na sua viagem.

Uma das desvantagens é o seu funcionamento no horário de pico, que vai das 6:30 às 9:00 e das 17:00 às 19:00. Nesses horários fica praticamente impossível transitar pelo metrô, em qualquer das direções. Empurra-empurra e falta de educação do usuário do metrô dificultam ainda mais o bom funcionamento do transporte. Tente evitar estes horários para não se enrolar no empurra-empurra do horário de pico.

Outro ponto bastante negativo do metrô é o seu pequeno alcance em relação a cidade em si. Como o Rio de Janeiro possui apenas 2 linhas de metrô – linhas 1, 2 e 4 – que cobrem praticamente boa parte da Zona Sul, Centro, Barra da Tijuca e Zona Norte. Entretanto, na Zona Sul, seu alcance está limitado Ipanema, Leblon e São Conrado. Gávea e Jardim Botânico ainda não são explorados pelo trem propriamente. Mas o metrô disponibiliza um ônibus integração que cobre estas regiões.

Pontos importantes como o Pão de Açúcar e o Corcovado são, digamos, parcialmente cobertos pelo metrô através de seus ônibus integração. O Estádio do Maracanã possui uma estação com seu próprio nome e bastam 5 minutos de caminhada para chegar lá.

Barra da Tijuca já conta com uma estação de metrô (Jardim Oceânico) que possui integração com o BRT (sistema de ônibus de alta capacidade que ligar toda a Barra da Tijuca e redondezas). Não é muito confortável, mas ao menos você pode descartar a necessidade de andar de carro por lá ou até mesmo para acessar o bairro.

Os aeroportos possuam integração difícil com o metrô. Para acessar o sistema, ao sair do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), é preciso pegar um BRT – que falaremos adiante – e depois chegar a estação do BRT Vicente de Carvalho e aí sim, você estará no sistema metroviário. O Aeroporto Santos Dumont possui uma estação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que se integra ao sistema do metrô na estação Cinelândia.




Ônibus

Atualmente a cidade está passando por um processo de reformulação do sistema. Em tese, ele é estruturado para funcionar 24h, todos os dias. Mas não é isso que acontece, de fato. Algumas linhas acabam não tendo nenhum ônibus circulando de madrugada. Ou possuem uma frequência muito, muito baixa. Algo em torno de 2h de intervalo entre um ônibus e outro da mesma linha em determinado ponto. Sábados, domingos e feriados a frequência também cai, aumentando o intervalo entre um ônibus e outro em cada linha.

A utilização do sistema de ônibus não é intuitiva. Se não é amigável para o carioca, menos ainda será para o turista. Os funcionários das empresas de ônibus, em geral, não são cordiais e não falam outra língua a não ser o português.

Se você puder evitar o uso dos ônibus, creio que não estará perdendo muita coisa. Eu sugiro, fortemente, a substituição do transporte de ônibus pelo metrô, táxi ou Uber. Podem até ser mais caros. Mas acho que vale mais a pena e você perderá menos tempo e estará sujeito a menores riscos.

Táxi

Disponível 24h, todos os dias na cidade, da cor amarela, com uma faixa azul lateral. Dependendo do local em que você esteja, a oferta de táxis é tão grande, que basta você levantar o braço na rua que param uns 2 ou 3 carros para prestar o serviço.

Táxi como meio de transporte

Táxi como meio de transporte

Os bairros com maior oferta de táxi são: Copacabana, Ipanema, Leblon, Botafogo e outros bairros da Zona Sul. A Lapa, nos finais de semana, também é recheada de amarelinhos à sua disposição!

Atualmente o Rio de Janeiro possui serviços de táxi por aplicativos de celular, como o 99táxi e o Easy Taxi. As redondezas dos shoppings costumam ter uma oferta considerável de táxis a disposição também.

Já a Zona Norte e boa parte da Zona Oeste carecem imensamente desse serviço. Raros são os lugares que possuem pontos de táxi ou algum táxi circulando pela rua. Então, se você estiver hospedado por esses locais, faça um uso intensivo dos aplicativos de táxi para que você não fique muito tempo na rua esperando algum amarelinho vazio passar.

Um dos pontos negativos no serviço de táxi prestado aqui no Rio de Janeiro é que os taxistas às vezes costumam enrolar o passageiro. Acabam dando voltas excessivas sem que o passageiro perceba e por isso acabam cobrando uma tarifa maior. Se você puder, antes de sair do local em que esteja, dê uma olhada no mapa e trace a rota do caminho. Assim você tem mais controle sobre a corrida do taxista.

Por falar em tarifas, aqui no Rio de Janeiro existem 2 tipos: 1 e 2. A tarifa 1 é mais barata, tem o km mais barato, funcionando de segunda a sábado, das 6:00 às 21:00. Nos domingos, feriados, é tarifa 2, um pouco mais cara. A tarifa 2 também é cobrada de segunda a sábado, das 21:00 às 6:00 (durante a noite + madrugada). Veja nesse site o planejamento de uma viagem de táxi e o valor aproximado da tarifa a pagar: Calculador de Tarifa de Táxi – Rio de Janeiro. Lá eles dão os valores das bandeiradas e vem tudo explicadinho.

É importante lembrar: o taxista não pode combinar a tarifa previamente com você. É preciso que ele rode pelo taxímetro. Qualquer corrida combinada é crime e o taxista pode ser punido. Porém, há exceções que a própria Prefeitura permite que o preço seja acertado previamente: saída de aeroportos (Tom Jobim e Santos Dumont), portos e rodoviárias. Para esses locais, a Secretaria Municipal de Transporte tem uma tabela para táxi amarelo e táxi executivo que pode ser cobrada daquele ponto até o destino do passageiro. Exemplo: do Aeroporto ao Santos Dumont até Copacabana, o preço é R$ 30 na tarifa 1 ou R$ 35 na tarifa 2.

Se você quiser optar por seguir o taxímetro, tudo bem, você pode. O taxista não pode te impedir. Mas eu voltei uma vez do Santos Dumont e o preço de tabela era R$ 28. Solicitei ao motorista para rodar no taxímetro e, por “desgraça” minha, a corrida deu R$ 29,20. Então nem esquenta a cabeça com o preço fechado nessas ocasiões.

Cartão de crédito e débito não são usuais como forma de pagamento nos táxis do Rio de Janeiro. Geralmente essa facilidade só é oferecida por táxis de cooperativa.

Táxi especial

É o mesmo serviço de táxi acima. A diferença é que eles não andam pela rua catando passageiro e cada cooperativa tem sua cor. No Aeroporto Tom Jobim (Galeão) por exemplo, os táxis da cooperativa do Aeroporto são da cor vermelha.

A tarifa deles é mais cara e geralmente o preço é cobrado antecipadamente, conforme regras da própria Secretaria Municipal de Transportes.




Eu gosto de utilizar esse tipo de serviço de táxi premium quando saio da Rodoviária Novo Rio ou quando saio de algum Aeroporto (Galeão ou Santos Dumont). Apesar de ser mais caro, acho que vale mais a pena, já que você sai do local com o carro registrado, tudo direitinho e pode pagar com cartão de débito/crédito no guichê da própria cooperativa no ponto de partida. É uma garantia a mais já que o taxista tem o interesse em percorrer o menor caminho, de forma mais rápida para depois retornar à Rodoviária ou ao Aeroporto. O incentivo a enrolação é bem menor, nesse contexto, do que teria o táxi convencional, que pode cobrar por distância percorrida no taxímetro.

Barcas

Funcionam todos os dias, das 6h às 23:30. Servem, basicamente para acessar a Ilha do Governador, Ilha de Paquetá e o o município de Niterói. O serviço é razoável.

Ponto positivo é a paisagem ao andar por esse tipo de transporte, já que há uma visão completa da da Baía de Guanabara – aquela visão de quando você chega de avião ao Rio de Janeiro, tanto pelo Tom Jobim (Galeão) quanto pelo Santos Dumont.

O lado negativo é a localização da Praça XV. O local aos finais de semana é bem deserto. Um desafio passar por ali.

O preço é camarada, semelhante ao preço de uma passagem de ônibus. Gira em torno dos R$ 4 (apenas uma “perna” da viagem). Preço de janeiro de 2016.

Uber

Mundialmente famoso e presente em boa parte das grandes cidades, o Uber também tem forte presença aqui no Rio de Janeiro. Não é difícil conseguir uma corrida pelo serviço. Atualmente, quando preciso me deslocar, só utilizo esse aplicativo. Até agora, sempre fui muito bem atendido e a cobrança e funcionamento sempre super transparentes!

Não vi nenhum ponto negativo no serviço até agora. E todos os pontos positivos que o serviço tem em outras cidades, certamente também o tem por aqui.

Recomendo o serviço!

BRT – Bus Rapid Transit

Presente em boa parte da Barra da Tijuca, partes da Zona Oeste até a Zona Norte, inclusive sendo a integração do metrô com o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão).

É um tipo de ônibus articulado que anda em um corredor especial ao longo das principais avenidas. A ideia é que promova maior eficiência no transporte de passageiros.

Funciona 24h por dia. Entretanto, sábados, domingos e feriados operam com menor frequência de veículos e determinadas estações não funcionam. É preciso ficar atento a isso. Mas o tempo de espera não é tão longo quanto o tempo de espera de um ônibus comum.

Até que é razoavelmente rápido. Costuma ficar bem lotado a maior parte do dia. Mas dependendo de pra onde você vá, acho que vale a pena o pequeno estresse.

É com o BRT que você conseguirá chegar a alguns eventos tipicamente cariocas como o Rock In Rio na Barra da Tijuca ou em shows que também ocorrem na por lá.

O preço da passagem é igual ao preço da passagem de ônibus.

A vantagem do BRT é a facilidade com que você se locomove para determinados locais dentro da Barra da Tijuca, como o Barra Shopping, instalações olímpicas na Barra e outros locais interessantes da região que exploraremos em outro artigo.

Outro ponto vantajoso é que as estações são todas cobertas. Faça chuva ou sol, você estará abrigado de maneira a evitar uma exposição muito intensa ao sol ou ficar ensopado com água da chuva.

A desvantagem é que costuma ficar razoavelmente cheio.

Outro ponto importante de recomendar é: apesar do Aeroporto Internacional Tom Jobim possuir uma estação do BRT que leva você até o metrô, particularmente eu não recomendo esse meio de transporte. Há relatos de viagens nada amigáveis nesse trecho, além do enorme tempo de viagem que você pode perder utilizando esse caminho para chegar ao seu destino. Novamente, recomendo os táxis das cooperativas dos aeroportos para chegar ao seu destino.




VLT – Veículo Leve sobre Trilhos

Ainda em construção, o VLT do Rio de Janeiro trará inovações pro transporte no Rio de Janeiro. A primeira delas, novidade para os cariocas, é que a passagem será naquele esquema de conferência de tíquete por um fiscal dentro do trem. Você comprará a passagem antes de entrar no trem e a autenticará durante a viagem.

Se você for flagrado dentro do trem sem a passagem autenticada será multado! Fique atento!

Um ponto muito relevante é que o VLT do Centro faz a integração-conexão do Aeroporto Santos Dumont com o sistema de metrô da cidade, através da estação Cinelândia ou estação Carioca. Mas sugerimos que você realize a integração na Cinelândia ao invés da Carioca.

Da mesma maneira que o BRT faz com o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o VLT será a conexão entre um modal e outro, facilitando o acesso a boa parte da cidade através do metrô. O legal é que essa distância percorrida pelo trem é bem menor do que a distância percorrida pelo BRT que sai do Aeroporto Tom Jobim.

Há também uma integração com a Rodoviária Novo Rio, possibilitando o acesso do passageiro a outras regiões do Centro e ao metrô ou diretamente ao Aeroporto Santos Dumont.

Além disso, a proposta do transporte é integrar toda a região do Centro da Cidade que não foi contemplada com o metrô. Isso facilita o acesso do passageiro/pedestre/turista a áreas mais distantes do traçado da linha metroviária na região do Centro.

Espero que essa visão geral sobre os meios de transporte da cidade ajudem você a se planejar melhor, a escolher o seu hotel ou hostel de maneira mais “encaixada” com a sua programação e logística de viagem.

Até mais!


Última atualização em 19 de dezembro de 2016.


Crédito das fotos: Todas as fotos por Leandro Marques (todos os direitos reservados).

A cópia e/ou utilização das fotos de forma não autorizada pelo autor é vedada e todos os seus direitos são reservados.




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